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BARDOO PROTETOR ANDARILHO

  BARDO O PROTETOR ANDARILHO Dizem que a maioria dos habitantes do reino celestial vê seu lar como uma bela e vívida tapeçaria, tecida com fios prismáticos da mais pura luz das estrelas. No entanto, para certa entidade prodigiosa, a beleza intangível e ilimitada dessa dimensão não é vista, mas sim ouvida. Para Bardo, um trovador enigmático e eterno, o firmamento é uma sinfonia de música mística e deleitosa. No início, Bardo ficava à deriva, sem propósito nem perspectivas, vagando pelo cosmo silencioso. Mas, no fundo, ele sentia que um dia  algo  milagroso viria preencher aquele vazio. O destino não o decepcionou e, quando as primeiras estrelas foram forjadas, o silêncio se rompeu e as primeiras notas da criação ecoaram nos ouvidos de Bardo. Ele viajou pelas harmonias que rodopiavam entre as estrelas, junto com os resquícios de inspiração e pensamento do nascimento delas. Essas partículas de energia semitonais e incompletas, ou  mipes , iam na direção de Bardo sempre ...

LEONAA ALVORADA RADIANTE

  LEONA A ALVORADA RADIANTE Entre as tribos dos Rakkor que habitam o Monte Targon, o sol é sagrado, e ninguém o venera mais que os Solari. As crianças são ensinadas desde o nascimento a honrá-lo e a derramar sangue em seu nome, até o retorno do Aspecto, que anunciará uma grande ameaça que toda a tribo terá que enfrentar. Leona foi uma dessas crianças. Ela abraçou a religião dos Solari de forma natural, encontrando consolo e afeto nessa estrutura rígida. Isso se manifestou num desenvolvimento exemplar. Os colegas de Leona invejavam a capacidade, a força de vontade e a devoção dela. Ninguém duvidava que, um dia, ela seria um dos  Ra'Horak , os guerreiros sagrados dos Solari. Mesmo em rápida ascensão, Leona não conseguia deixar de notar os problemas que seus mestres tinham com uma das alunas mais irritantes da classe, uma órfã chamada Diana. A curiosidade dela era bem-vinda no começo, mas os professores logo começaram a notar que as perguntas de Diana questionavam os hábitos dos ...

DIANAO ESCÁRNIO DA LUA

  DIANA O ESCÁRNIO DA LUA Diana não era de Monte Targon. Um grupo de caçadores Solari a descobriu aninhada entre seus pais congelados — forasteiros que claramente haviam percorrido uma longa jornada até ali. Os caçadores levaram a menina até o templo e a criaram como membro das Tribos do Último Sol, conhecidas por muitos como os Rakkor. Como todos que professavam a fé dos Solari, ela passou por um rigoroso treinamento físico e religioso. No entanto, diferentemente dos demais, Diana se dedicou a entender  a razão  do comportamento e das crenças dos Solari. Ela passava as noites enfurnada nas bibliotecas, devorando textos sob a fraca luz da lua. Paradoxalmente, esse estudo trouxe mais perguntas do que respostas, e as explicações sucintas dos professores também não ajudaram a saciar a mente curiosa de Diana. Quando ela começou a notar que alguns volumes tinham capítulos inteiros faltando e que não havia sequer uma referência à lua, os professores passaram a impor punições se...

NOCTURNEO ETERNO PESADELO

  NOCTURNE O ETERNO PESADELO Apesar de toda magia poder ser perigosa e imprevisível, há algumas formas ou disciplinas que mesmo o mais habilidoso dos magos e feiticeiros evita, e por bons motivos. Por séculos, a prática de “magia de sombras” foi considerada proibida por toda a Runeterra, por medo de despertar novamente os horrores que outrora foram liberados no mundo. O maior destes horrores tem um nome, e seu nome é Nocturne. Perto do fim das Guerras Rúnicas, grupos de magos guerreiros, desesperados por vitória, procuraram por qualquer vantagem que pudessem conseguir sobre seus adversários. Apesar de não haver registro dos nomes dos primeiros a se livrarem de seus corpos mortais e entrarem no reino dos espíritos, sabe-se que eles passaram a perseguir uns aos outros não só nos campos de batalha, mas também em planos formados por suas emoções e pensamentos subconscientes. Sem os limites das leis da realidade física, eles lutaram de formas que mentes mais mundanas mal compreenderiam,...

MORDEKAISERO REVENÃ DE FERRO

  MORDEKAISER O REVENÃ DE FERRO Em uma época antiga, o feroz mestre de guerra Sahn-Uzal causou grande destruição nas terras selvagens do norte. Motivado por uma crença sombria, ele esmagou cada tribo e povoado em seu caminho, forjando um império banhado em sangue e morte. Com o fim de sua vida mortal se aproximando, Sahn-Uzal tinha grande satisfação em saber que havia conquistado, por toda a eternidade, um assento à mesa dos deuses no glorioso Salão dos Ossos. Porém, ao finalmente morrer, não encontrou nenhum salão ou glória à sua espera. Em vez disso, Sahn-Uzal se deparou com um deserto vazio e cinzento, coberto por uma névoa etérea e assolado por sussurros dissonantes. Ocasionalmente, outras almas perdidas passavam por perto, pouco mais que formas fantasmagóricas vagando em seus próprios oblívios. A raiva consumiu Sahn-Uzal. Toda a sua fé não teve sentido algum? Ou sua dominação mundial não bastou para concedê-lo a tão almejada imortalidade? Esse vazio não poderia ser tudo o que ...

VEXTHE GLOOMIST

  VEX THE GLOOMIST In the black heart of the Shadow Isles, a lone yordle trudges through the spectral fog, content in its murky misery. With an endless supply of malaise and a powerful shadow in tow, Vex shields herself from the pep and happiness of the outside world, and all of the irksome “normies” who occupy it. Growing up in Bandle City, Vex never felt she belonged. The whimsy and color of the yordle realm was cloying to her. Despite the best efforts of her parents, she never seemed to find her “yordle spirit” or any like-minded friends, and chose to spend most of her time sulking in her room. There, she found an unlikely soulmate in her own shadow. It was black (her favorite color), and it didn’t talk—the perfect companion for the sullen youth. She learned to entertain herself with the shadow, performing gloomy pantomimes for her own amusement. Alas, it was just a shadow, incapable of shielding Vex from the loathsome cheerfulness that surrounded her. Surely something more lay ...

VIEGOO REI DESTRUÍDO

  VIEGO O REI DESTRUÍDO Poucos sabem do reino do leste, para além dos mares, cujo nome foi esquecido entre as ruínas de suas terras. Menos ainda sabem de seu jovem e tolo regente, que foi condenado à destruição por seu coração apaixonado. O nome dessa grande ameaça era, e ainda é, Viego. Como segundo filho de um rei dinástico, liderar jamais fora o destino de Viego. Pelo contrário: ele sempre viveu com confortos que o tornaram convencido e egoísta. Contudo, com a morte súbita de seu irmão mais velho, Viego, que não tinha qualquer inclinação ou força para um cargo de liderança, deparou-se com sua coroação. Ele não demonstrava interesse algum pela posição que ocupava, até conhecer uma pobre costureira chamada Isolde. Tamanho era o fascínio pela beleza da jovem que o rei ofereceu a própria mão em casamento. Assim, um dos governantes mais poderosos daquela era casou-se com uma plebeia. O romance dos dois era encantador. Viego, que raramente demonstrava qualquer interesse em alguém além...